O SWING DE SUELY MESQUITA

Segundo disco solo da cantora liquidifica sua multiplicidade.


[“microswing”. Capa. Reprodução]

Você já ouviu (falar em) Suely Mesquita? Se não, é(stá mais que na) hora! Carioca, professora de canto/preparadora vocal (saiba mais em seu site) e, talvez por isso, cantora competente e emocionante, compositora idem. Já gravada por nomes como Ney Matogrosso, Fernanda Abreu, Leoni, Moska, Ceumar, Natália Mallo, Marcela Biasi, além dos parceiros Pedro Luís (e a Parede) e Mathilda Kóvak, embora, possivelmente, você também não tenha ouvido (falar em) alguns desses nomes.

Bem acompanhada, seja por parceiros, músicos e/ou participações especiais, Suely Mesquita nos apresenta “microswing” [2009, independente], seu segundo disco solo, onde regrava amizades/parcerias e lança inéditas. Entre as primeiras, Zona e progresso (Arícia Mess/ Pedro Luís/ Suely Mesquita), que batizou o terceiro disco de PLAP (2001), Catástrofe (Suely Mesquita/ Mathilda Kóvak), gravada pela parceira, Qualquer lugar (Suely Mesquita), que deu título ao disco de Natália Mallo (2007), Mertiolate (Kali C./ Suely Mesquita), gravada por Marcela Biasi e Vira Lixo (Chico César/ Suely Mesquita), gravada por Ceumar.

Participam do disco Zélia Duncan em Imenso e Zeca Baleiro em Longe, ambos nas faixas em que são parceiros de Suely Mesquita, que transita com desenvoltura entre funk, samba, tango, choro, blues, balada, brega… É enxuto: João Gaspar assina a produção musical e se desdobra entre violões de nylon e aço, guitarras, dobro, bandolim, charango e mini moog; Edu Szajnbrum em bateria e percussão. O exército de dois soldados de Suely dá conta do recado.

Dedicado à memória da cantora Ryta de Cássia, para quem Suely compôs Blues pra Ryta, que fecha o disco, tudo isso embrulhado em belo projeto gráfico, assinado por Alê Porto, esposo da cantora.

Se “Dionísio é o deus da zona”, como ela canta na faixa de abertura, Suely Mesquita é a rainha da música pop – apesar de ela não carecer de rótulos –, a rainha do (micro)swing. Se você ainda não ouviu (falar em) Suely Mesquita, já está passando da hora.

[Tribuna Cultural, Tribuna do Nordeste, ontem]

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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