SAMBA, PARANGOLÉ, DJ E RO RO

Causou certo estardalhaço o anúncio da realização de um “Festival” “Nacional” de Samba em São Luís. Não competitivo, frise-se. Atrações do quilate de Monarco, Martinália, do violinista Nicolas Krassik (que recentemente lançou Odilê Odilá, lindíssimo disco dedicado à obra de João Bosco, com a participação do violonista, sobre o qual escrevo aqui, em breve), de Diogo Nogueira, Leci Brandão etc. (cito de memória e certamente esqueço uma ou outra atração).

Uma pergunta que começo a me fazer é: terá o “Festival” “Nacional” de Samba a concorrência do Parangolé e seu famigerado rebolation? Digo isso por que, embora as atrações da produção de Mário Moraes tenham o seu inegável valor para a cultura (sambista, musical) brasileira, a Ilha ainda não está preparada, infelizmente, para duas “festas” no mesmo dia – ou na mesma noite, melhor dizendo.

Já nem me espanta o grau de imbecilidade contida na “poesia” do rebolation nem o número de “foliões” por ela atraídos – a música do Parangolé (que os poucos-mas-fieis leitores deste blogue não hão de confundir com a pérola-coco de Cesar Teixeira, pelamordedeus!) foi, infeliz e lastimavelmente, o hit deste carnaval, vale lembrar.

Não sei quanto os fãs pagarão para ver/ouvir o Parangolé na Batuque Brasil no próximo dia 6 (sábado). Mas achei salgado o valor dos ingressos para o “Festival” “Nacional” do Samba: R$ 35 por noite – acontece dias 5 (sexta) e 6, na Lagoa da Jansen (suponho que na mesma área do Arraial da Lagoa – e agora da Festa-da-Juçara-fora-de-época do governo micareta).

Ademais, acho um pecado que um evento dessa magnitude tenha, entre as atrações maranhenses, apenas os grupos Argumento e Espinha de Bacalhau (nada contra ambos): apenas penso que a programação poderia ter também, entre inúmeros outros, Zeca do Cavaco, Léo Capiba (que, eu sei, nasceu no Ceará), Lena Machado (que acaba de lançar um disco quase completamente dedicado ao gênero), o próprio Cesar Teixeira, sem dúvidas alguns dos mais inspirados nomes de nosso Samba, com s maiúsculo.

De qualquer forma (e mesmo eu não indo nem a um nem a outro), espero que o “Festival” “Nacional” do Samba tenha muito mais público que o show do Parangolé.

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DJ FRANKLIN EM TURNÊ PELO RIO

Hoje (26), amanhã e depois, o DJ Franklin Santos (foto), um dos mais inspirados disc-jóqueis do Maranhão, se apresenta no Rio de Janeiro, uma pequena turnê. Ontem ele já tocou na Febre, em Botafogo (às vezes o blogue dá atrasado também). Além das festas anunciadas nos cartazes abaixo, domingo (28) ele ainda toca na Tertúlia de Verão (Espírito Santa, em Santa Tereza).

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RO RO NA ILHA

Viajando a trabalho, vou perder (de novo). Mas recomendo:

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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