O GÊNIO ADONIRAN

No meio do corre corre, roubando tempo para ler a volumosa, detalhista e agradável Adoniran – Uma biografia, que conta a trajetória do saudoso sambista, símbolo de São Paulo com seu Trem das onze e tantos outros sucessos.

O livro do jornalista Celso de Campos Jr., publicado originalmente em 2003, ganhou “nova edição, revista e ampliada”, como se anuncia na capa, ano passado, às vésperas do centenário de Adoniran Barbosa (João Rubinato no batistério, 1910-1982).

Trabalho de fôlego, a biografia mergulha profunda (e cabe repetir: detalhista), na porção “homem de rádio” adonirânica. O livro revela muito: mais conhecido por músicas que todo mundo sabe cantar, como o citado Trem das onze, Saudosa maloca, Iracema, Samba do Arnesto e muitas e muitas outras, já quase de domínio público, não pelo tempo de seu falecimento, mas por serem cantadas infinitamente em qualquer roda de samba que se preze, Adoniran Barbosa teve atuação destacada e importantíssima no rádio, televisão e cinema brasileiros.

Mas melhor não me adiantar muito sobre o livro que ainda não acabei de ler. Tão logo o conclua, volto aqui para compartilhar outras impressões com os poucos mas fieis leitores deste blogue.

Por enquanto, deixo-os com duas provas do raro talento do biografado. No primeiro vídeo, Adoniran Barbosa atua em um comercial de cerveja, valendo-se de jargão que acabou virando clássico à época (vá lá, atire a primeira pedra o boêmio-leitor que nunca o usou, mesmo hoje em dia); no segundo, divide a mesa do boteco e o passeio com Elis Regina, enquanto desfilam as clássicas Iracema, Samba no bixiga e Saudosa maloca.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

3 comentários em “O GÊNIO ADONIRAN”

  1. O poeta…
    Na mente, um cárcere aberto
    Versos e infratores libertos
    Rimas, melodias
    Silêncio e gozo…
    Gozo tornando-se palavras
    Palavras criando poesia
    Um poeta não envelhece
    Move-se no tempo
    E se eterniza nos versos que compõe.
    Assim é Adoniran!
    “Táuba, de tiro ao álvaro…”! Adoro essa música (suspiros… e risos, muitos!!)
    Abração,

  2. espero que o sr. joão rubinato tenha festejados seus 100 anos como ele gostava e merecia. afinal de contas, nós viemos aqui pra beber ou pra conversar? abraço!

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