PIRULITO QUE BATE-BATE, PIRULITO QUE JÁ BATEU, QUEM GOSTA DE MIM É ELE, QUEM GOSTA DELE SOU EU

Blogo há seis anos e pouco. Só neste endereço já se vão pouco mais de quatro anos. Pouco ou muito, sabe-se lá… mas este talvez seja o maior título de post até aqui jogado na blogosfera por este que vos tecla. Se não o maior, certamente um dos maiores.

Pois bem, meus poucos mas fieis leitores (e poucas mas fieis leitoras para ser politicamente correto): Pirulito que bate-bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é ele, quem gosta dele sou eu é o nome do trio formado por Márcio Glam (guitarra), Mauro Izzy (contrabaixo) e Thierry (bateria), que acompanhará, na temporada junina o compositor Chico Maranhão (veja agenda na imagem ao fim do post).

O repertório de Maranhão para o período será composto por suas criações pautadas pelos ritmos da cultura popular típicos dos festejos juninos no estado que lhe dá o sobrenome artístico e no Brasil: toadas de bumba-meu-boi e tambor de crioula, quadrilhas juninas, frevos, além de uma homenagem a outro compositor maranhense: Catulo da Paixão Cearense. Com sua Luar do sertão Maranhão encerrará suas apresentações.

Entre os temas, Gritos do silêncio (inédita), “uma toada reflexiva sobre a cultura maranhense”, segundo o compositor, Este é meu destino (recém-gravada por Sérgio Reis e Renato Teixeira), Cheguei, garota (do disco Só carinho, também gravada por Fátima Passarinho em Voos), A saga de mestre Quirino (de São João, paixão e carnaval), Quadrilha (de Quando as palavras vêm) e Pastorinha (de Lances de agora), além de outras de sua vasta lavra.

Chico Maranhão, arquiteto formado pela USP na mesma turma abandonada por outro Chico, o Buarque, ocupado com a academia (é mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE e é professor do curso de arquitetura de uma faculdade particular na ilha), tem se apresentado muito raramente. Por essas e outras, vale a pena escolher uma das datas e locais abaixo e vê-lo/ouvi-lo cantar. Erivaldo Gomes, outro compositor forjado pelos becos e vielas madredivinos, atesta: “Chico Maranhão nunca fez uma música feia”.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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