OBITUÁRIO: CLÉSIO


[Reprodução da contracapa de Ferreira, LP lançado por Clodo, Climério e Clésio em 1981]

Sob o título “Notícia triste”, e-mail encaminhado ontem à noite por meu amigo Clodo Ferreira me alcança na manhã desta quarta-feira, 7: o breve texto do compositor piauiense radicado em Brasília informa do falecimento de seu irmão, o também compositor e também piauiense Clésio Ferreira.

Os dois são autores de Revelação, sucesso na voz de Raimundo Fagner, que a gravou em 1978, um ano depois do lançamento de São Piauí, disco que o trio Clodo, Clésio e Climério gravou a convite de Ednardo (que produziu o disco, que tem a capa assinada pelo arquiteto e compositor Fausto Nilo), no qual constava Cebola cortada (Petrúcio Maia/ Clodo), que também viria a ser sucesso na voz de Fagner.

Outros sucessos da lavra de Clésio são Folia ou pressa (parceria com Augusto Pontes gravada por Ednardo em Única pessoa, de 2001), Intuição, Por um triz, Boi divino, Canção de esquina e Silêncio agrário (estas em parceria com Clodo e Climério), que merece destaque entre as citadas pela beleza de versos como “Minha mãe me olhava/ e me dizia em seu silêncio agrário/ a profissão do sonho/ não tem salário”.

Entre seus intérpretes merecem destaque Marlui Miranda, que gravou Timon (Clodo/ Climério/ Clésio) em Revivência (1983), Fagner (Tiro certeiro, também do trio, em A mesma pessoa, 1984) e Amelinha (Canção de esquina, idem, em seu disco homônimo de 1987).

O corpo de Clésio Ferreira será velado a partir das 13h de hoje (7) no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília/DF. O sepultamento acontecerá às 16h. Que Clésio seja bem recebido pelo Deus da Boa Música. No Céu Piauí.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

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