Discurso de Cesar Teixeira

[Por ocasião da entrega do Prêmio José Augusto Mochel, honraria concedida anualmente pelo Comitê Municipal do Partido Comunista do Brasil de São Luís a personalidades e instituições de destacada atuação na luta popular e democrática e na defesa dos direitos humanos. A solenidade aconteceu na noite de ontem (16), no Auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa]
Ladeado por Márcio Jerry, Joãozinho Ribeiro e sua filha Júlia Andresa, Cesar Teixeira é agraciado com Prêmio José Augusto Mochel, ontem

Caríssimos representantes do Comitê Municipal do PCdoB de São Luís e da Fundação Maurício Grabois, Exmo. Senhor deputado estadual Rubens Pereira Júnior. Quero a princípio agradecer pela indicação do meu nome ao Prêmio José Augusto Mochel de 2011. Na verdade é ele, o líder comunista falecido em março de 1988 – aqui representado pela sua esposa Elba Gomide Mochel – o legítimo homenageado, desde a instituição do Prêmio em 2007.

Não sei se mereço a premiação. Conheço pessoas de maior importância que eu no cenário dos direitos humanos no Maranhão, contudo ainda invisíveis, talvez porque sejam feitos de alma, não assinam ponto e não cumprem expedientes. Estão sempre disponíveis e sua luta é permanente. Mas não poderia deixar de participar desta cerimônia, nem recusar o convite de um partido que fez e faz história em favor do socialismo neste País de tanta injustiça social e tanta corrupção.

Muitas das lutas do PCdoB foram marcadas pela dor das perdas, mas significaram um avanço para a construção de uma ética política negada ontem pelo regime militar, e hoje pelas oligarquias que tomaram conta do Brasil. Mas o que os inimigos da liberdade não sabiam, é que com o sangue derramado por aqueles que tombaram também se fabricam tijolos, com os quais vão se erguendo os novos pilares da cidadania.

"No Maranhão estão aí milhares de camponeses banidos de suas terras, trabalhadores escravizados por fazendeiros sanguinários, quilombolas e índios sendo massacrados por grileiros" (Charge originalmente publicada no jornal Vias de Fato nº. 9, junho de 2010)

A democracia no Brasil ainda não mostrou sua verdadeira cara. Continua sendo uma máscara para a miséria do povo. No Maranhão estão aí milhares de camponeses banidos de suas terras, trabalhadores escravizados por fazendeiros sanguinários, quilombolas e índios sendo massacrados por grileiros. A natureza aos poucos vai sendo devorada pela ganância das empresas do lucro fácil e seus arautos.

Mas não vou aqui rezar missa para vigário. Todos aqui conhecem bem a realidade do nosso Estado e sabem quem são os culpados. Seria redundância citar a família Sarney. Por isso, não só entidades civis, movimentos sociais, igreja, sindicatos, devem estar atentos. Os ocupantes dos palácios, do congresso, das câmaras e das assembleias legislativas são igualmente responsáveis pela defesa dos direitos humanos e da constituição brasileira. A história certamente rejeitará os omissos e os corruptos.

Sem mais, me despeço, desejando a todos muita sorte no ano que se aproxima, e que não se deixem enganar pelo Halloween dos 400 anos de São Luís.

Quero finalmente agradecer aos anfitriões Márcio Jerry e Elba Mochel, dos quais recebi atenção integral, e de modo especial à minha mãe, Mundica Teixeira, já falecida, a minha companheira Irinete e a minha filha Júlia Andresa pelo apoio e carinho com que fui e tenho sido premiado todos os dias, na tristeza e na alegria. Muito obrigado, e vamos em frente!

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

17 comentários em “Discurso de Cesar Teixeira”

  1. sem dúvidas, jô! achei o discurso genial quando o ouvi. anotei uns trechos para usar nas matérias que deveria escrever sobre a solenidade de premiação e pensei, comigo: ainda bem que não consegui anotar tudo, se não ia ficar difícil editar e, consequentemente, a fala de cesar ficaria enorme nos textos. honrado em ter recebido a íntegra do mesmo por e-mail, onde ele dizia tratar-se de um “improviso” escrito instantes antes de ir receber o prêmio, não tive outra alternativa se não compartilhá-lo com os leitores deste espaço. salve cesar! abração!

  2. Com todo o respeito que devo ao Zema Ribeiro, ao César Teixeira e aos outros nomes citados no texto, não posso deixar de registrar que a concessão de um prêmio destinado a realçar “a luta popular e democrática” e a “defesa dos direitos humanos” pelo comitê municipal de um partido comunista, e de natureza maoísta qual seja o PCdoB, é uma aberração e uma piada de péssimo gosto.

    O comunismo, ao lado do nazismo, foi a maior praga que se abateu sobre o mundo no século XX. Matou, em apenas cem anos, mais de 150 MILHÕES DE PESSOAS, e nos países em que foi adotado passou a vigorar a mais estúpida e violenta ditadura que já se teve notícia, onde os direitos humanos foram aberta e simplesmente colocados de lado.

    É por essas e outras que a vida pública nacional se encontra num lamentável estado de desolação moral.

  3. A vida nacional foi arruinada, sobretudo, pela ditadura militar fascista que muitos ainda insistem em defender – o que é inacreditável. É necessário entender a luta e respeitar a memória dos mortos e desaparecidos durante o regime comandado pelos generais e demais sicários.

  4. lorêdo, agradeço o respeito. sem querer esticar muito o assunto: comunismo não é sinônimo de ditadura e a experiência comunista foi “uma” experiência comunista, não a única. o mundo é bastante complexo e cheio de contradições: mesmo em nome do cristianismo já se matou e hoje muitos morrem, cotidianamente, sob a égide do capitalismo, do neoliberalismo.

    cesar, impossível não lembrar de meus versos: “contra a censura, a ditadura e a oligarquia/ o poeta jamais se calou”.

    abraços!

  5. Concordo totalmente com o César Teixeira. Tocar num fio de cabelo de alguém, por pior que ele fosse, em nome de razões de Estado ou da Segurança Nacional, é uma monstruosidade. A democracia pode perfeitamente combater quaisquer atividades terroristas, dentro da lei, da ordem e do direito e com amplo direito de defesa aos réus. Isso não é favor; é condição de qualquer regime livre e civilizado. Quanto à ditadura ter sido “fascista”, tomo o adjetivo por figura de retórica, pois a ditadura dos militares e a de Mussolini, ideologicamente, não têm relação alguma, senão no que tange à supressão das garantias individuais, o que não garante parentesco doutrinal de qualquer natureza.

    A afirmação do Zema segundo o qual “comunismo não é sinônimo de ditadura” é absolutamente incorreta. Qualquer estudo sério sobre as idéias marxistas comprova, inequivocamente, que ditadura é, não apenas sinônimo de comunismo, como também condição indispensável dele. Marx garante que os trabalhadores só alcançarão justiça com a supressão de todas as outras classes sociais, o que deve ser feito pela força. Lenin falava abertamente, em seus escritos e discursos, na Ditadura do Proletariado. Claro, pode-se chegar a meio termo, levando em consideração certas verdades de ordem marxista, sem, no entanto, pugnar pela implantação de um regime propriamente comunista.

    O problema, razão pela qual escrevi o que escrevi, é que, até o momento, não sei de declaração do PCdoB condenando o regime totalitário de Mao Tsé-Tung (que matou em torno de 70 MILHÕES DE PESSOAS), nem abdicando formalmente das idéias criminosas que lhe marcam a trajetória. Esta semana mesmo tivemos um exemplo modelar: o diretório nacional do PCdoB emitiu nota oficial lamentando a morte do ditador norte-coreano Kim Jong II. Nem preciso comentar. Nada mais incompatível com a democracia. Imagine se tivéssemos, atuando livremente pelo país, disputando eleições, um partido nazista. Os interessados podem ler a nota aqui: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=171494&id_secao=3

    Crimes cometidos em nome do Cristianismo e da Igreja, cristão algum tem o direito de negar. A diferença é que o comunismo é essencialmente, intrinsecamente autoritário, totalitário e criminoso. O Cristianismo, não. Os membros do clero e do laicato que cometeram equívocos e crimes, mesmo os mais clamorosos, fizeram-no em nome de um “cristianismo” doentio e falso. Os comunistas, em nome da mais perfeita ortodoxia marxista, consoante as idéias de Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Gramsci, etc.

    De modo que torno a dizer: a concessão, por parte do comitê municipal de um partido comunista, de uma honraria destinada a contemplar a luta pelos direitos humanos é uma aberração, porquanto um desrespeito à memória das mais de 150 MILHÕES de vítimas do comunismo, sem falar nas milhares que ainda sofrem o martírio em Cuba, na China e na Coréia do Norte. Pousar de pró-comunista numa democracia é papel para hipócritas ou ignorantes.

  6. lorêdo: não sou um defensor do pcdob, cujo maior “pecado” foi ter integrado governos sarneystas anteriormente. devo dizer ainda que sequer sou ou já fui filiado a qualquer partido político, mas identifico-me como um defensor de direitos humanos e lutar por direitos humanos é necessariamente lutar pela transformação social. não dá para acreditar que a suposta democracia em que vivemos seja capaz de garantir condições de plena realização e emancipação da humanidade. é possível falar em liberdade plena? não estou falando da liberdade individualista, aquela em que podemos decidir “ir ou não ao shopping” ou “ir a este ou aquele shopping” ou “comprar este ou aquele tênis”. não vivemos, pois, sob uma “ditadura”?. por maiores que tenham sido os limites da experiência comunista conhecida até então pelo mundo, não há como negar as atrocidades vivenciadas cotidianamente e naturalizadas sob o manto da democracia formal. não estou aqui defendendo nenhum partido político, repito, mas sim a necessidade de uma reinvenção do mundo. não tenho vergonha de dizer que ainda acredito em uma utopia e na história, que como já diria o velho marx, só se repete como tragédia ou como farsa, ou como diria joãozinho ribeiro no título de uma belíssima música sua: nada é permanente. encerro a discussão com um abraço e uma promessa de visita em breve à resistência cultural.

  7. Nunca disse que tu és ou foste defensor do PCdoB nem de qualquer outro partido ou credo político. Afirmei que o comunismo é intrinsecamente totalitário e monstruoso, tanto quanto o nazismo. Não se trata de uma questão de acidente ou perversão da idéia original. O comunismo é mau de nascença e considerado em si mesmo.

    Quem verdadeiramente luta pelos direitos humanos e pela justiça social não se pode dar ao luxo de prestigiar honraria outorgada por associação comprometida com o morticínio de mais de 150 MILHÕES DE PESSOAS, qual seja o PCdoB. Nem tampouco receber a honraria, como fez o César Teixeira.

    Quanto ao que falaste, Zema, sobre as perfídias cometidas dentro e em nome da democracia capitalista, concordo totalmente. Mas a democracia (que é um regime político) e o capitalismo (que é um sistema econômico) comportam mudanças e melhoras, sem que seja necessária, para tanto, a destruição de ambos. Aliás, é da índole da democracia representativa e da livre empresa o contínuo aperfeiçoamento. Já quanto aos totalitarismos, seja ele comunista ou nazista, o regime é o fim em si mesmo, ou seja, o homicídio em massa, a dissolução do indivíduo na coletividade (no Estado) e a abolição de todas as liberdades públicas e privadas são a consequência imediata em ambos. Eis a diferença fundamental.

    Não sei o que queres dizer quando afirmas acreditar “em uma utopia e na história”. Se te referes à utopia marxista, só tenho a lamentar que pessoa tão esclarecida possa raciocinar de maneira tão equivocada.

    Te espero aqui na Resistência, para uma conversa sobre livros e regada a café.

    Abraço!

    OBS: Lá pelo dia 19 de janeiro, a Resistência estará promovendo, em sua loja física, noite de autógrafos com o escritor Karleno Bocarro, autor do noável romance “As almas que se quebram no chão”, É Realizações, 2009. Claro que conto com tua presença. Um pouco sobre o romance do meu querido amigo Karleno: http://www.erealizacoes.com.br/livros/AsAlmasQueSeQuebramNoChao.asp

  8. Caro Zema, o prêmio dado a César Teixeira é merecido. Sobre a crítica de José Lauredo sobre o comunismo é a repetição dos editoriais da Rede Globo. No caso do Lauredo não sei se é má fé ou por ignorância acadêmica. O conceito de comunismo apregoado por Marx pressupõe uma fase intermediária, o socialismo. na China (Hoje mais capitalista do que nunca), Russia e Cuba nós tivemos experiencias de socialismo, principalmente no campo da economia planificada. . No entanto, houveram falhas enormes no campo da liberdade. Só se pode considerar comunismo após esta fase de transição e depois da eliminação total do estado, no caso o Estado proletário. Enquanto existir estado seja ele burguês ou proletário não se pode falar em comunismo.
    Fazer um sinal de igualdade entre o Stalinismo e as teses marxista é miopia política ou jogar água no moinho da burguesia. Mas, mesmo se fossemos fazer um paralelo entre as mazelas produzidas pela experiencia socialista e o capitalismo, o capitalismo ganha de lavada. Basta ver as bombas de Hiroshima e Nagasaki, as guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão. Sobre o cristianismo que emergiu do Império Romano não tenho dúvida, estará sempre com as mãos sujas de sangue enquanto existir.

  9. por isso não levo à frente discussões do gênero: por julgá-las infrutíferas. por que por mais que digamos e redigamos o que pensamos (lemos, entendemos etc.) sobre o assunto, não mudaremos as concepções de quem, por exemplo, só acha horríveis e inaceitáveis as ditaduras comunistas (qualquer ditadura o é, digo, horrível e inaceitável) e, no entanto, provavelmente, a la folha de s. paulo, acha que a ditadura militar brasileira foi uma “ditabranda”. abração, noleto!

  10. De maneira alguma estou contestando a honradez do César Teixeira. Claro que ele merece todas as honrarias. Estou, isto sim, frisando o seu equívoco em ter aceito premiação de partido político comprometido moralmente com extermínio de milhões de pessoas.

    Quanto à afirmação do Noleto, dando a entender que ainda não chegamos ao comunismo pleno e autêntico, é de uma distorção completa da realidade que beira ao ridículo.

    Todos os crimes cometidos pelos regimes comunistas ao longo do século passado são a consequência inevitável das teses marxistas, segundo as quais cabe à vanguarda revolucionária, ou seja, ao Partido, presidir o processo histórico pelo qual chegar-se-á ao fim do Estado, seja ele qual for. Se houve morticínio, devemo-lo à implementação desse processo, que poderíamos chamar de socialismo ou Ditadura do Proletariado, etapa sem a qual é impossível alcançarmos o comunismo.

    Tudo o que o Noleto está afirmando, talvez sem nem mesmo saber, é que, para se chegar ao comunismo, é lícito praticar toda sorte de crimes. Mesmo porque dizer que “houveram falhas imensas no campo da liberdade”, meras “falhas” essas que resultaram em mais de 150 milhões de vítimas, é uma aberração até maior que a referida concessão do prêmio pelo PCdoB. Meras falhas no campo da liberdade houve em nossa “ditabranda”, cujas vítimas foram, via de regra, pessoas envolvidas com o terrorismo. Lamentável, sem dúvida. A lei existe para todos, inclusive para bandidos e crápulas. O que não há, porém, é paralelo entre, por exemplo, a ditadura dos militares e a ditadura do sr. Fidel Castro.

    Já quanto ao Cristianismo, desnecessário dizer que ninguém nega os crimes cometidos em seu nome, porque, a bem da verdade, baseados ou num “cristianismo” doentio ou por puros interesses de ordem política ou econômica, sendo o fator religioso tão-somente um trampolim para politiqueiros e facínoras. Nunca é demais lembrar que, da mesma forma que o arremedo de papa Alexandre VI, demagogo e degenerado, é uma vergonha para a Igreja, São Francisco de Assis, por outro lado, é um dos mais pungentes exempos de uma vida autenticamente cristã.

  11. Quanto ao capitalismo, limito-me, por ora, a convidar tanto o Zema quanto o Noleto a darem uma passada aqui na Livraria Resistência Cultural, da qual sou proprietário.

    Nossa loja física fica situada no melhor ponto da cidade (Av. dos Holandeses, Calhau, anexo da Clínica Odontológica Maranhão) e não comercializamos tudo o que o chamado capitalismo norte-americano procura impor aos países latinos: Paulo Coelho, Harry Potter, Crespúsculo, livros pseudo-espirituais, de auto-ajuda e todos os best-sellers enlatados provenientes dos Estados Unidos e da Europa, tais como Danielle Steel e Sydney Sheldon, etc.

    Não fazemos, pois, concessão de espécie alguma ao mercado, ao livro de qualidade duvidosa, o que nos coloca na contingência, aliás mais do que certa, de estarmos deixando de ganhar um dinheiro precioso e, por vezes, decisivo para o sucesso comercial de nossa empresa.

    Impor, como livreiro, esse compromisso ao Brasil e, mais, a São Luís do Maranhão é, no mínimo, imprudente, quando não insano.

    O lugar de todos aqueles que bradam contra as mazelas do capitalismo internacional e imperialista é, sem dúvida alguma, na Resistência. Afinal, qual o empresário que toparia arriscar o seu dinheiro em compromissos de ordem ética e intelectual?

  12. lorêdo, por mim essa discussão já havia sido encerrada a tempo, pelo simples fato de que não arredaremos um milímetro de nossas convicções. para um capitalista seletivo que rejeita vender produtos enfiados goela abaixo pelo imperialismo norte americano, paulo coelho, sidney sheldon e quetais, bem que a resistência cultural poderia banir de suas prateleiras e de seu blogue obras que elogiam o regime militar brasileiro e os generais que o fizeram. parece querer dizer o seguinte: ditaduras comunistas mataram burgueses, são por isso inaceitáveis; a ditadura brasileira matou comunistas (ou “terroristas”), por isso, nem deveria ser classificada como ditadura. ora, tenha santa paciência!

  13. Não entendo por que as pessoas de hoje em dia têm um medo crônico de qualquer tipo de debate, discussão, etc. A democracia vive do debate perpétuo, nós nos enriquecemos, as outras pessoas igualmente…

    Retiramos de nossas prateleiras os chamados livros enlatados por não serem dignos sequer de uma folheada. Diferentemente dos que elogiam a ditadura militar e os generais-presidentes, da mesma forma que as obras de Marx, Engels, etc, cuja importância histórica é incontornável. Se, por um lado, comercializamos “A verdade sufocada”, do cel. Ustra; “Guerrilha do Araguaia”, do cel. Lício Maciel; “O chefe”, de Ivo Patarra; por outro, dispomos em nossas prateleiras, por exemplo, das “Memórias de um intelectual comunista”, de Leandro Konder; “Nuvem”, autobiografia de Sebastião Nery, entre outros, por serem de leitura indispensável.

    Não é possível que tu, Zema, não consigas ver a diferença da coisa…

    Quanto à tua diatribe de estudante secundário de me imputares, através de um raciocínio ridículo, indiferença pela morte de vários brasileiros ao tempo da ditadura militar, mesmo que da pior espécie, como eram os terroristas, só tenho a rir…

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