Pequena amostra do jornalismo de Décio Sá

Quando escrevi Do assassinato de Décio Sá, sob o impacto do choque que a notícia me causou, evitei, na ocasião, momento de dor sobretudo para familiares e amigos, deter-me ao sem-número de adjetivos com que o jornalista foi agraciado, principalmente por pares de ofício e prática.

A notícia me alcançou ainda na noite em que o funcionário do Sistema Mirante foi brutal e covardemente executado em um bar na Avenida Litorânea: um tio meu ligou dando a notícia, rápida e nacionalmente repercutida pelo fato de Décio ser jornalista e ter falado com outros perto de morrer. Na manhã seguinte recebi ainda telefonemas, sobre o assunto, de uma tia e de meu irmão.

Desde a noite em que Décio foi atingido sem chance de defesa pelos tiros que o matariam começaram a pipocar na internet textos revoltados com o crime e carregados de elogios os mais variados a ele, alguns cínicos, outros oportunistas, pouquíssimos sinceros (tem gosto pra tudo). De uma hora para outra, ele havia se tornado, do Maranhão, “o maior/melhor jornalista”, “o maior/melhor repórter”, “o maior/melhor jornalista político”, “o maior/melhor repórter investigativo”, “a maior/melhor figura do jornalismo online”, “o maior/melhor nome de sua geração”, “o mais corajoso jornalista destas bandas”, o “destemido”, o “independente” e por aí vai. Sobre este último adjetivo, diga-se, nunca colou o descolar de seu blogue dos domínios do Imirante (portal de internet do Sistema) à época da mais recente campanha eleitoral de Roseana Sarney ao governo do Estado, repetido por outro blogueiro comprometido única e exclusivamente com os patrões.

Nem me darei ao trabalho de linkar os elogios todos, pois são tantos que não caberiam neste post. Penso até que mais e descabidos elogios só mesmo quando da partida de seu grande patrão, quando esta ocorrer.

Menos, gente! Por favor! Décio Sá era um jornalista extremamente alinhado aos patrões, por vezes um distribuidor gratuito de ofensas (nem tão gratuitas assim, tudo tem um preço), pouco afeito ao contraditório, comprometido até a alma com uma forma de fazer jornalismo que se baseia na chantagem e em ganhos pessoais, às favas a ética, a verdade e o interesse público. Como, aliás, o são muitos dos que ora o elogiam. Como o farão com o próximo jornalista assassinado, que tão logo tombe levará Décio a perder todos os tronos a que foi alçado antes mesmo de sua alma chegar ao destino final.

Eis um assunto extremamente melindroso de se tocar. Mas é preciso colocar os pingos nos is, “cada lugar na sua coisa” (ave, Sérgio Sampaio!), a bem do interesse público, do bom jornalismo, da verdade, enfim. Décio era Sá, não era Santo!

A postura deste blogue permanece a mesma: o frio e planejado assassinato de Décio Sá deve ser investigado e os culpados punidos dentro da lei. Não venham, caros comentaristas de blogues de plantão, inventar a pena de morte particularmente para este caso.

Se imagens de sistemas de segurança fossem usados ou recompensas de cem mil reais fossem oferecidas pela iniciativa privada em outros casos, já teríamos justiça feita a Flavianos, Cabeças, Josimos e tantos outros “anônimos ilustres” (salve, professora Dinacy Corrêa!). Em tempo: muito estranho empresas oferecerem estes pacotes ao Disque Denúncia e não sambarem publicitariamente sobre o corpo do defunto, não lucrarem com a justiça que supostamente estão ajudando a fazer.

Abaixo, matéria de ontem (25) na Folha de S. Paulo (link exclusivo para assinantes com senha; grifos do blogue). Os dois últimos parágrafos dão uma perfeita amostra do que era o jornalismo by Décio Sá.

POLÍCIA SUSPEITA DE ‘ENCOMENDA’ EM MORTE DE JORNALISTA

Repórter de política do jornal ‘O Estado do Maranhão’ foi morto com seis tiros em restaurante de São Luís

Secretaria de Segurança diz que pistola usada é de uso exclusivo da Polícia Militar e fala em ação de profissionais

JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO

A Secretaria de Segurança do Maranhão suspeita que a morte do jornalista e blogueiro Décio Sá, 42, tenha sido “encomendada” e executada por profissionais. A pistola usada no crime foi apontada como sendo uma .40, de uso exclusivo da Polícia Militar. Até ontem, nenhum suspeito havia sido identificado.

O jornalista foi morto com seis tiros na noite de anteontem, em um restaurante da orla de São Luís.

Repórter de política do jornal “O Estado do Maranhão”, que pertence à família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), Sá mantinha havia cinco anos um dos blogs mais acessados do Estado.

Nele veiculava textos sobre crimes e cotidiano. Na política, alinhava-se a Sarney.

A polícia afirma que vai checar o blog para apurar se algum texto pode ter motivado o crime. Em algumas postagens, Sá falou da atuação de pistoleiros no Maranhão. O Disque-Denúncia está oferecendo R$ 100 mil por informações sobre o crime.

Sá era cliente regular do restaurante onde morreu. Segundo a polícia, isso sugere que o atirador conhecia a rotina da vítima. Várias pessoas viram quando um homem saiu do banheiro e disparou contra Sá, que estava sozinho e falava ao celular.

O assassino havia chegado de carona numa moto. Após atirar, voltou para o veículo, onde um cúmplice o esperava, e fugiu. A polícia suspeita que o atirador não é do Maranhão porque não se preocupou em cobrir o rosto.

Sarney – que recebeu ontem alta do Hospital Sírio-Libanês, onde passou por uma angioplastia – classificou o assassinato como uma “covardia” que não pode ficar impune. “Seu assassinato, além de uma atrocidade, é um atentado à democracia.”

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse que este é o quarto assassinato de jornalista em 2012. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas, entidade com sede em Nova York, disse que o Brasil lidera, na região, o ranking de jornalistas assassinados.

Sá foi enterrado ontem em São José de Ribamar.

Ele foi correspondente da Folha em São Luís na década de 1990. Anos depois, já fora do jornal, se envolveu em polêmicas com a Folha.

Em 2009, ele detalhou no blog os passos do jornalista Hudson Corrêa, que foi a São Luís elaborar reportagem sobre a Fundação Sarney. Sá publicou um vídeo do repórter quando ele consultava investigação do Ministério Público.

Nas eleições de 2010, Sá publicou telefone e foto da repórter Elvira Lobato, que foi ao Maranhão apurar suposta compra de votos por pessoas ligadas à campanha de Roseana Sarney (PMDB). Após a divulgação, a repórter passou a receber ameaças e ofensas.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

39 comentários em “Pequena amostra do jornalismo de Décio Sá”

  1. Zema, teu texto mostra aquilo que muita gente já sabe, mas que por covardia ou conveniência prefere ficar calado ou, pior, mentir mostrando uma dor hipócrita. eu sinto nojo disso tudo. Parabéns pela porrada! Celso Borges

  2. Zema, concordo em número e grau com suas colocações. Na minha opinião, parar de canonizar Décio e apurar o que ele realmente fazia seria de grande contribuição para o esclarecimento de tão frio assassinato. Porém, é mais fácil vesti-lo com a túnica de combatente jornalista investigativo e mártir do que escarafunchar determinadas relações.

  3. Soube de longe da sua morte e imediatamente escrevi isto e deu a maior polemica no meu face.
    “Decio Sa era um Vassalo da Oligarquia Sarney escrevia muito bem, apesar de não ser um bom Jornalista. Estava mais para colunista social. No entanto, acho que a sua morte deve ser repudiada por todos que defendem a verdadeira liberdade de expressão, que infelizmente não era o caso de Decio.”

  4. mais uma zema ribeiro com muita sensatez e inteligência, falando uma verdade que merece muito respeito, diferente d muito blogueiros dessas bandas.

  5. Zema…sabemos que não precisamos de elogios para reconhecer teu talento e sensibilidade. Mas dessa vez precisava me posicionar pela lucidez e sensatez do teu relato. Tocaste em um ponto delicado, mas com a clareza necessária. Parabéns.

  6. Grande Zema… Parabéns pelo texto. São coisas distintas. Há que se averiguar a norte do Décio, por sua barbaridade e pelo famoso estado democrático de direito. Mas o jornalista enchia a boca pra dizer que ia “detonar” em seu blog e que “não estava nem aí” pras repercussões”. Deu no que deu.

  7. Tenho minhas dúvidas se ele foi assassinado pela atividade jornalística como alguns da imprensa querem passar ou por atos que nada tenham haver com a profissão de jornalista. Pelo tipo de jornalismo praticado pelo profissional assassinado fico mais com a segunda opção…

  8. cb: “nojento” é a palavra certa pra designar tanta lágrima de crocodilo repentina. tássia: também te gosto e tou doido pra escrever sobre teu disco. celson: obrigado! ser sensato é nosso dever. luanda: todo esse oba oba falseado em torno do que décio era em vida, no fundo acaba atrapalhando as investigações. noleto: pois é, o incrível é que nem os que se dizem de oposição à oligarquia têm coragem de dizer o que tu disse no facebook ou o que eu disse e repito aqui. beto: obrigado! a verdade é nosso compromisso, tem que ser assim. agostinho: obrigado! elogios fazem bem e são bem vindos, mas, de fato, não é o que primeiro buscamos quando escrevemos. agradar ou desagradar não é o que importa e sim dizer o que tem que ser dito, baseado em nossas convicções. marcos: como décio há muitos. eu mesmo, à época em que estive na secretaria de cultura fui ameaçado de “porrada”, “bogue” por um jornalista já falecido e soube por uma colega comum, que outro havia pedido a ela meu contato, pois ia me ouvir para me “detonar” (esse ainda tá vivo, mas nunca teve o que detonar). anderson: em grande parte a atividade jornalística de décio era feita de atos que nada tinham a ver com a profissão de jornalista. parece contraditório, não? aline: obrigado! a todos e todas, abraços!

  9. Salve Zema!
    ótimo texto porque você assenta a poeira e vai colocando mais clareza nesta história que é triste, pois existem muitos meandros que deveriam ser discutidos a partir desse crime . Penso aqui de longe que a falta de ética no jornalismo também não deixa de ser um crime gravíssimo contra a sociedade, o que obviamente também não justifica um ato covarde como tirar a vida de alguém. É necessário que os jornalista brasileiros saibam diferenciar alhos de bugalhos, compreender que os meios não justificam os fins, e que o rabo preso não deve tirar a visão mais sensata sobre a vida real. O vale tudo é uma prática ainda muito corriqueira em nosso jornalismo, infelizmente.

  10. sim, não quis dizer isso, nada justifica o que aconteceu,estou chocada com tudo isso, quero justiça, foi jeito de dizer..adorei o texto, abraços

  11. Bom, concordo que nada justifica o que aconteceu, mas nesse maranhão aparentemente sem lei, quando alguém que tem uma “certa” visibilidade é morto brutalmente tal qual o foi o Décio Sá, canoniza-se logo e depois se discute a forma que vivia. Não o conhecia pessoalmente, tampouco indiretamente, mas o que se diz não só dele, é que a maioria dos blogueiros políticos não só desse estado mas do brasil, vive de “jabás”, de quem paga mais pra não ser alvo de “furos de reportagens”. Mas não foi assim desde o império? (Lembrei do livro 1808 de Laurentino Gomes).

  12. Parabéns Zema, o que você fez é o que todo profissional deveria fazer na sua profissional. Em primeiro lugar a ética, lembrando do juramento no recebimento do canudo, o canudo é simbólico, o juramento não. Parabéns.

  13. fernando, fernanda, pois é. eu tou na minoria e não quero mesmo me misturar. não era mesmo, ludmila. obrigado! valeu, cláudio! e olha que eu ainda nem recebi o canudo, ahah. abraços a todos/as!

  14. … então, novamente uma litania ensurdecedora de elogios de “vassalos” e de “oportunistas” em plantão permanente soa… na verdade, a hipocrisia é irmã gêmea do anonimato “visível” que vitimou décio sá, mas, certamente, parece-me, mais um adereço nas prateleiras da escrevinhação dos “especialistas” da imprensa local… estes “caras” são comerciantes que vendem bajulações, adulações e, pasmém, piedade… são, no miúdo, covardes e desprovidos de qualquer seriedade quando se trata do debate em torno da liberdade de imprensa, da boa e inteligente imprensa, cada vez mais em extinção, como assim se encontra a inteligência e a decência… parece-me que “muitos”, quase todos os escrevinhadores, estão tentando promover-se numa estratégia publicitária decadente e, para isto, sustentados na nossa tradição judaíco-cristã, promover-se como arautos de alguma coisa ainda inominável! … zema, mais uma vez, bom texto! … e de outro modo, acho mesmo que temos que “esculhambar” os publicitários da mediocridade, basta! … abraços…

  15. Quem conviveu com Décio sabia de todas suas práticas…ele foi vitima de sua própria falta de noção de perigo. Qd recebia ameaça desdenhava das mesmas achando que o “guarda chuva” da família Sarney iria lhe proteger. Lamento a sua morte, mas como jornalista acredito que ele tenha escolhido um caminho totuoso e sem volta onde o que vale é quem dá mais…

  16. Como sempre Zema, que visão!!! Também não era nem um pouco alinhado a forma de escrever do citado jornalista. Digo modo de escrever pois jornalismo só é um, salvo suas especificidades(de esporte ,político, cultura). Mas também nada justifica o modo como calaram sua voz ou impediram suas palavras de chegar a quem interessava. Agora aos adjetivos, em especíco um, o de “mais corajoso”:Ser corajoso estando do lado de quem detém o modo de como a informação chega e apontando sua caneta para o mais fraco é teoricamente mais fácil. Não nesse caso pois a arma dos que ceifaram a vida de Décio, foi a mesma usada por aqueles a quem ele tanto defendia.

  17. samartony: décio morreu enredado na teia que escolheu e armou pra si mesmo, embora nada justifique o ato bárbaro e brutal. tua análise está certíssima. é, alê, eu não sei que coragem é/era essa que agora tanto uns e outros apregoam. ser corajoso do lado dos poderosos é fácil. todos sabemos quem era décio, embora uns prefiram encobrir, por conivência, conveniência ou pelo cinismo puro e simples. abraços!

  18. Zema, ia comentar seu texto assim que recebi o link, mas na hora de mandar deu erro e desisti. Hoje, depois da matéria do JMTV sobre o comentário de Pedrosa, precisei voltar aqui. Será que é tão insano pensar desse lado que estamos? Será que nós estamos loucos por sermos poucos diante de tamanha insensatez? (engraçado que a Mirante hoje vestiu a camisa do Direitos Humanos – que tanto ataca – para atacar seu porta-voz; foi de um cinismo brutal). Nem quis comentar a notícia da morte do Décio no facebook porque de repente uma lista enorme de jornalistas que se escondem em assessorias de boutiques de marcas famosas veio a público se dizer ofendido pela “ameaça à liberdade de expressão” que a morte do jornalista representa… ora, só os jornalistas que conviveram com o nobre colega sabem o quanto ele foi ingênuo ao achar que estava protegido por trás dos Sarneys, e que de lá, de trás dos poderosos, poderia atirar a quem quer que fosse sem dó nem piedade. Esse crime foi bárbaro, merece explicações (que vão nos levar à conclusão de que vivemos num estado Sem Lei, não é?), mas tem claras conotações políticas, em cujas redes o Décio se jogou, se emaranhou e não conseguiu sair. Esqueceu de lembrar que era jornalista (e como muitos poderosos pensam, reles “criado”) e não Deus, onipotence e imortal. Morreu um blogueiro que publicava informações que chegavam a ele, que não media as consequências de seus atos, desde que não atingissem quem o protegia. Mas nem de longe a liberdade de expressão tem a ver com isso que aconteceu, a liberdade de imprensa nem deve ser mencionada num caso desses, é heresia.

  19. Não conhecia seu trabalho Zema,mas este texto já o apresentou muito bem! Chega a ser nojento esta onda que criaram para execrar Antonio Pedrosa,há muito venho falando desse tipo de “jornalismo” que se vem fazendo no Ma,feito até por não jornalistas.

  20. Caro Zema, Apesar de defender a idéia de que “nada justifica a violência brutal” que o Decio e muitos outros sofreram e sofrem, concordo com você na maioria das coisas que escreveu acima. Acrescento ainda, o risco que ele assumiu pelo tipo de jornalismo leviano e venal ao qual optou. Afigura de Décio Sá nada mais é do que um produto descartável que serve de trampolim para outros jornalistas blogueiros e oportunistas que estão se aproveitando do fato. Para mim, a justiça deve ser feita sempre! Porém,dentro da lei. Não só no caso dele, mas de todos os outros que sequer são mencionados.

  21. Concordo com o comentário da Fernanda acima. “sinto pela família” pela morte precoce, talvez, mas como jornalista não fará falta, pois logo aparecerá um outro produto para ocupar o seu lugar.

  22. serrão, rapaz, saudades! coincidência ou não, tentei responder seu comentário no sábado, deu erro, desisti e só volto à internet agora. tudo isso é de um cinismo e uma hipocrisia muito grandes. a turma elege uma frase de pedrosa para acusá-lo de racista, tirar o foco do real debate que é necessário fazer (a pistolagem e a falência da política de segurança pública no maranhão) e, como sempre, atender os interesses de seus patrões, sejam assessorias de butique de marcas famosas ou em grifes políticas (a política, infelizmente, hoje, é mais marketing que qualquer outra coisa). essa “cegueira” de ocasião em nada ajuda a melhorar o estado de coisas que temos vivido nos últimos dias. rafaela: nojento é o melhor adjetivo para tudo isso. obrigado! bem vinda! agenor: nada justifica. defendo a justiça para décio sá, mas que seja feita justiça também em relação ao que ele era: nada disso que apregoaram apressadamente seus pares de redação e blogosfera, muito dos quais jogando no mesmo time, fazendo o mesmo jogo do recém-falecido. justiça em relação a isso, em relação à elucidação do crime que lhe tirou a vida e dos crimes que têm tirado a vida de tantos maranhenses que lutam, no fundo, por justiça. agenor rocha (é o mesmo?): já há dezenas de outros décios, já havia antes mesmo de ele ser assassinado. abraços a todos/as!

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