Sexto Piso publica O livro uruguaio dos mortos, de Mario Bellatin

RANA GUSTAVO
TRADUÇÃO: ZEMA RIBEIRO

O livro uruguaio dos mortos [Sexto Piso, 280 p., 2012] talvez seja a obra mais importante já escrita por Mario Bellatin. Sua sobrecarregada imaginação perturba a fronteira entre realidade e ficção, tendo como resultado uma originalidade sem limites, girando em torno de certas perguntas sem resposta, como a que em algum momento inesperado faz o narrador do relato: “Tua imagem no espelho te reflete?”

Mario Bellatin escreve para um alguém misterioso que só viu uma vez, com quem desde então dialoga sobre os mistérios da ressurreição da carne. Conta em detalhes eventos que habitam seu mundo particular, onde o tempo nem avança nem retrocede, como o espaço também não está em um lugar específico. O livro uruguaio dos mortos é uma espécie de espiral que ao mesmo tempo dá voltas sobre certos eixos recorrentes dispara em todas as direções alcançadas pela prodigiosa capacidade de observação do autor.

Sobre o autor | Mario Bellatin nasceu no México, estudou Teologia e Cinema e pratica sufismo. Tem mais de 40 livros publicados [a Cosacnaify lançou, no Brasil, Flores e Cães heróis] e já foi traduzido para 15 idiomas. Venceu os prêmios Xavier Villaurrutia, Mazatlán, Barbara Gittings Literature Award e o Premio de Narrativa Antonin Artaud por Disecado [Sexto Piso]. Atualmente é curador honorário do Documenta 12. Entre seus projetos mais importantes, fora a literatura, está a Escola Dinâmica de Escritores e Os Cem Mil Livros de Bellatin.

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Arrisquei-me a traduzir o pequeno texto acima para compartilhar mais um lançamento deste escritor que tanto me fascinou desde que o descobri em Flores e Cães heróis, cuja leitura recomendo. Bom saber que já publicou mais de 40 livros, ficando, de já, na torcida para que mais obras suas cheguem ao português, ao Brasil. Colombo, parceiro de devoção bellatinesca, este post é pra ti, com o perdão de qualquer deslize en la traducción. Ao Joca Reiners Terron, que escreveu o posfácio de Flores, agradecimentos pelo link e paciência no tuiter.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM). Coautor de "Chorografia do Maranhão (Pitomba!, 2018). Antifascista.

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