É proibido pisar na grama. O jeito é deitar e rolar.

Quando o Parque do Bom Menino ainda estava em reforma, a que lhe garantiria as grades metálicas que hoje o cercam e, na minha opinião, deixaram-no mais feio, levei minhas sobrinhas para soltar pipa em um domingo à tarde qualquer. Mal sabia eu que o tempo em que isso era permitido estava perto de acabar.

Outrora no Parque do Bom Menino era comum ver peladeiros batendo uma bolinha 23h, meia noite. Agora o parque público tem hora para abrir e fechar e somente nesse intervalo há segurança, uma Guarda Municipal que serve apenas para enxotar e maltratar maltrapilhos.

Nada estranho para uma gestão em que um trem fantasma atropela um Circo real.

A placa que abre este post está pendurada numa das entradas do Parque do Bom Menino e mostra o repertório de proibições impostas a seus frequentadores. Mostra também um repertório de erros grosseiros, toscos. Erros gramaticais que nossas crianças poderão cometer ou não saber identificar amanhã ou depois, já que não têm aulas para aprender.

Para não perder a piada, a placa não proíbe o ato que há tempos, quando era mal iluminado, legou-o a alcunha de Parque do Faz Menino.

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Falando em piada, o título deste post é um poema curto de Chacal, sempre admirado por este blogue.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

5 comentários em “É proibido pisar na grama. O jeito é deitar e rolar.”

  1. um parque público em que ao público é vedado atividades que geralmente se pode fazer parques públicos.
    nada anormal, para os “normais” que acham normal tornar público pisadas gramaticais e estrangulamentos da língua pátria.
    Seria hilário se não fosse vergonhoso!

  2. Cada aviso de proibição vem com dois coices: um no cidadão e outro na gramática. E ainda dizem que aqui se fala o melhor português do Brasil. Não é o que parece.

  3. élida, parece que nosso prefeito ainda vive no tempo da ditadura, agora outra ditadura, bem particular e insana.

    fátima, os coices são dados pela mula sem cabeça que ocupa o trono do poder. e essa do melhor português do brasil já caiu faz tempo, junto com a “athenas brasileira”.

    abraços!

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