Cor de sangue

Arte: Junião (originalmente publicada aqui)
Arte: Junião (originalmente publicada no Ponte)

 

Cinquenta tiros,
média 10 pra cada um.

“A carne mais barata
do mercado
é a carne negra”.

A PM resolveu
tingi-la de vermelho,
quem sabe não lhe
altera o valor?

Branco, só o carro
em que estavam.
Não há espaço
pra lágrima incolor
quando o sangue jorra aos borbotões.

Autor: Zema Ribeiro

Homem de vícios antigos, ainda compra livros, discos e jornais. Pai do José Antonio. Apresenta o Balaio Cultural (com Gisa Franco, aos sábados, das 13h às 15h, na Rádio Timbira AM) e o Radioletra (com Suzana Santos, aos sábados, às 20h45, na Rádio Universidade FM e reprise na Timbira AM, às 21h). Coautor de "Chorografia do Maranhão" (Pitomba!, 2018) e autor de "Penúltima página: Cultura no Vias de Fato" (Passagens, 2020). Antifascista.

2 comentários em “Cor de sangue”

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