Cultura nordestina em pauta no Itaú Cultural

Clarice Lispector por Carlos Scliar. Reprodução
Clarice Lispector por Carlos Scliar. Reprodução

 

Um lado em geral menos conhecido da escritora Clarice Lispector (1920-1977) é o de pintora. André Bernardo, em texto publicado ontem, no site do Itaú Cultural, homenageando-a por seu centenário, relembra com elegância esta faceta da ucraniana radicada brasileira – ela costumava se declarar pernambucana – inaugurando a Semana da Cultura Nordestina: as publicações seguem de ontem até a próxima sexta-feira (7).

O texto de Bernardo relembra o episódio em que a escritora Nélida Piñon arrematou, por 220 mil reais, um quadro de Clarice num leilão em 2019. Trecho do texto: ““Quando eu soube que um quadro de Clarice iria a leilão, fique chateada: ‘Meu Deus, minha amada amiga em uma casa estranha? Uma casa que ela não conhece nem nunca frequentou? Não posso deixar isso acontecer’. E, realmente, não deixei”, orgulha-se a escritora. “Eu só não imaginava que o quadro fosse chegar ao valor que chegou. Foi uma coisa espantosa. Até hoje, não sei onde eu estava com a cabeça”, acha graça. “Pensei que chegaria, no máximo, a uns 15 mil reais. Fui tomada por algo tão forte que, a cada novo lance, eu me limitava a repetir ao telefone: ‘Avance, avance, avance’. Os quadros de Clarice têm um valor sentimental extraordinário”, confessa Nélida, que conviveu com a escritora, todos os dias, por 18 anos, de 1959 a 1977, o ano de sua morte”.

A Semana da Cultura Nordestina relembrará ainda nomes como Alceu Valença, Chico Science, Elomar e Nelson Rodrigues, entre outros, além da artista visual recifense Bruna Valença e a fotógrafa maranhense Gê Viana, que abre uma nova seção no site da instituição, o Rumos da Fotografia no Brasil, com curadoria do jornalista Cassiano Viana.

Livro com inéditos de Itamar Assumpção será lançado em SP

Uma coletânea de textos, letras de música e poemas inéditos de Itamar Assumpção será lançada quinta-feira (1º./11) em São Paulo. Fruto de parceria do Instituto Itaú Cultural e Editora Terceiro Nome, Itamar Assumpção – Cadernos Inéditos reúne, em 240 páginas, extratos de 60 cadernos de anotações, de entre 1986 a 2003 (ano de seu falecimento), deixados pelo compositor.

A organização ficou a cargo das filhas Anelis e Serena Assumpção, da viúva Elizena Assumpção e de Marcelo del Rio, um vizinho que acompanhou os últimos anos do autor de PretoBrás. (Com informações do Itaú Cultural)