Mortes silenciadas

A uma da madrugada, ligo para o hospital de Bonsucesso e um funcionário me informa de que chegaram três feridos e dois mortos procedentes da região onde terminou a marcha. Me dá os nomes, idades (todos menores de 20 anos, porra) e as circunstâncias de cada caso. Ainda insiste em me mandar as fotos dos cadáveres por Whatsapp. Como estou sem Whatsapp estes dias, elas são enviadas a meu companheiro Edgar Costa, que me acompanhou mais uma vez para fazer o vídeo da marcha e fez como sempre um trabalho espetacular. Custou-lhe o sono ver as imagens, que obviamente não carecem ser reproduzidas.

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Em tradução livre do blogueiro, trecho de Muertes silenciadas, bom artigo do jornalista Germán Aranda, correspondente do El Mundo no Rio de Janeiro, em seu blogue. O trecho final, que destaco, deveria ensinar um bocado às nossas blogosfera e imprensa, sempre ávidas por exp(l)or(ar) a dor alheia, em nome de uns cliques ou exemplares vendidos a mais.

Texto completo (em espanhol) aqui.