Pagu (1º./9/2010-2/8/2014)

Pagu partiu para alguma espécie de céu de bichos de estimação. Foto: Zema Ribeiro
Pagu partiu para alguma espécie de céu de bichos de estimação. Foto: Zema Ribeiro

 

Presente de Luana, prima de minha esposa, Pagu chegou à nossa casa, cuja decoração acabaria por influenciar, em 8 de dezembro de 2010 – já veio com o nome, que achamos por bem manter. Tinha três meses, nascera a 1º. de setembro. Encheu ainda mais a casa de alegria, era o xodó de crianças e adultos que nos visitam e foi personagem constante em meus perfis em redes sociais, sobretudo o instagram.

Lembro-me que, antes dela, não curtia bichos de estimação – havia criado passarinhos na infância, mas hoje tenho outras ideias sobre bichos presos – e Pagu mudou isso, embora minha afeição fosse por ela, apenas, e não por bichos de estimação em geral.

Pagu morreu na madrugada de hoje (2), na rua, vítima de um ataque de um grupo de cachorros, segundo o relato de um vizinho. Não cheguei a ver o corpo, embora tenha tido vontade.

Este texto não se pretende jornalismo, obituário, tributo ou coisa que o valha. É um texto egoísta, uma tentativa de minimizar o sofrimento de perguntas e comentários futuros de parentes e amigos que me leem, os membros do, digamos, “fã clube” da gata saudosa.

Tio coruja filma sobrinha linda bailarina

Maria Clara é apaixonada por Pagu. À noite, antes de dormir, inclui tanto ela quanto Lili (irmã de Pagu) e os filhotes em suas orações de guria com dois anos e pouco. E às vezes vai lá em casa só para visitar nossa gata, por quem costumeiramente pergunta. Na mais recente visita catei a máquina fotográfica e, além de vários retratos, fiz o filminho aí embaixo, em que ela canta uma música que eu não conheço, lembrando alguns passinhos do balé que já ensaia antes mesmo de ir à escola.

É linda ou não é? Zico, apelido que a já vascaína Maria Clara ganhou quando a prima Manuela chamou-lhe de “bebezico” (algo como bebezinho na língua desses seres miúdos), é uma das crianças do elenco de Se7e, 8ito, “espetáculo de ballet com bailarinas do projeto Dança Criança e o ballet jovem Olinda Saul dias 20 e 21, às 19h, no Teatro Arthur Azevedo. Direção: Olinda Saul. Produção: Associação dos Amigos do Projeto Dança Criança. Ingressos: R$ 30,00 (plateia e frisa), R$ 20,00 (camarote e balcão) e R$ 10,00 (galeria)”, de acordo com a nota da página 2 do Caderno Alternativo do jornal O Estado do Maranhão.

O ron-ron do gatinho

Pagu

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença – é carinho.

O poeta Ferreira Gullar em Um gato chamado Gatinho (Ed. Salamandra, 2000). Sincera homenagem deste blogue à Pagu, nossa gatinha linda que ilustra este post.

Pagu caça um besouro

&

Hoje é aniversário de meu irmão Netto e do amigo Bruno, a quem dedicamos também o post. Muitos anos de vida, cabras bons!