É proibido pisar na grama. O jeito é deitar e rolar.

Quando o Parque do Bom Menino ainda estava em reforma, a que lhe garantiria as grades metálicas que hoje o cercam e, na minha opinião, deixaram-no mais feio, levei minhas sobrinhas para soltar pipa em um domingo à tarde qualquer. Mal sabia eu que o tempo em que isso era permitido estava perto de acabar.

Outrora no Parque do Bom Menino era comum ver peladeiros batendo uma bolinha 23h, meia noite. Agora o parque público tem hora para abrir e fechar e somente nesse intervalo há segurança, uma Guarda Municipal que serve apenas para enxotar e maltratar maltrapilhos.

Nada estranho para uma gestão em que um trem fantasma atropela um Circo real.

A placa que abre este post está pendurada numa das entradas do Parque do Bom Menino e mostra o repertório de proibições impostas a seus frequentadores. Mostra também um repertório de erros grosseiros, toscos. Erros gramaticais que nossas crianças poderão cometer ou não saber identificar amanhã ou depois, já que não têm aulas para aprender.

Para não perder a piada, a placa não proíbe o ato que há tempos, quando era mal iluminado, legou-o a alcunha de Parque do Faz Menino.

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Falando em piada, o título deste post é um poema curto de Chacal, sempre admirado por este blogue.

A piada pronta (do dia) no jornalismo maranhense

Depois de alguns anos no Brasil, Joaquim estava passando por sérios problemas financeiros e resolveu partir para o mundo imundo do crime.

Planejou seu golpe e foi até o Parque do Ibirapuera, agarrou um garotinho e falou:

— Isto é um sequestro! Pegue este bilhete e entregue para o seu pai!

O bilhete dizia “Sequestrei seu filho! Deixe dez mil reais amanhã, atrás da moita da praça central. Ass.: Joaquim”.

No dia seguinte, o sequestrador português foi até a praça central e encontrou o dinheiro, acompanhado de um bilhete: “Aqui está o seu dinheiro. Mas não posso acreditar que um português possa fazer isto com outro. Ass.: Manoel”

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Tirei os tremas do texto acima, do Piadas do Dia. A piada saiu nos jornais Pequeno [Rárárá, p. 2]e O Estado do Maranhão [Piada do Dia, Alternativo, p. 4] de hoje (9): o control c control v já não se restringe a releases. Só de portugueses há 186 piadas no site que o segundo credita como fonte e o primeiro não. É claro que pode ser apenas coincidência. Ainda bem que não leio horóscopo…

De piadas sobre a Via Expressa: a coisa é séria

Escrevi o texto Violações de direitos: primeira carga transportada pela Via Expressa na condição de assessor de comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, entidade que recebeu ontem (17) a visita de um grupo de moradores da Vila Vinhais Velho, denunciando os desmandos, o descaso e o terror com que o Governo do Estado tem tocado sua megaobra “para os 400 anos de São Luís”. Em pouco tempo, o texto já ganhou repercussão no Portal Vermelho, no site do jornal Vias de Fato e no blogue de Ricarte Almeida Santos.

Comecei o texto com uma piada, que tenho ouvido e contado recorrentemente, em mesas de bar e por aí afora: o governo de Roseana Sarney está gastando mais com a propaganda da obra que com a obra em si. Outras duas piadas que sempre ouço: a Via Expressa vai se chamar Marginal Roseana Sarney; e, com a estadualização da mesma, será a MA 171.

Outra piada que ouvi, após a publicação do texto, foi a pergunta inteligente de Aline Coelho, no tuiter: “teriam os engenheiros contratados por Roseana Sarney planejado a Via Expressa a partir do Google Maps?” Seria cômico se não fosse trágico.

Para denunciar o que vêm sofrendo, moradores da Vila Vinhais Velho organizarão sábado (22), um café da manhã, para o qual estão convidando entidades, organizações, meios de comunicação (os que não têm compromi$$o$ financeiro$ com a veiculação de comerciai$ da megaobra e outra$ verba$ da comunicação governamental) e outros interessados no assunto. Detalhes aqui.